Quando me perguntam
de onde vem meus poemas,
Não penso duas vezes.
Vem sempre de uma dor forte no estômago,
Maldita náusea.
Quanto mais dói
Na crescente ânsia do vômito,
Quanto mais os olhos escurecem
Próximos do desmaio,
Quanto mais as vísceras fervilham,
Mais a poesia se aproxima do nascimento.
Não está tudo bem.
Nunca esteve,
Porque se assim estivesse
Não haveria poesia.
ae, cara!!
que bom que voltou as atividades!!! tava fazendo falta…
gostei do poema…se me permite uma comparação…num estilo pugente de TS Eliot. Acho que estamos num momento artístico parecido recentemente….heheheheh
fugindo do assunto…dá uma sacada nesse site sobre literatura…..tem umas entrevistas ficticias bem criativias…dá uma sacada na do Joseph Conrad.
http://www.tirodeletra.com.br/index.htm
abraço, meu caro!
Grande Eduardo,
A bem da verdade, só reabri o blog hoje por conta do seu post, Thiago leu e gostou pra caralho, ai comentou comigo e concordei. Ultimamente tenho me sentido como os personagens de Bukowski, perambulando entre o ódio a mediocridade moderna. Afastei-me um pouco por isso, estava de saco cheio da atual geração, e também não queria parecer um cara rabugento apenas reclamando, não que eu não o seja, mas ao menos não quero que todos saibam que sou, kkkkkkk.
Não conhecia T.S. Eliot, muito obrigado por apresentá-lo, tenho alguns textos para postar nos próximos dias, espero que estejas por aqui para debatermos em torno deles.
Como sempre, serás muito bem vindo.
Ah…é verdade….eu transito nessa área de jovem rabugento mesmo….talvez envelhido antes do tempo. A única maneira é transformar isso em arte….aí o coração fica mais leve, embora a inquietude desiludida de viver pela honestidade crítica nunca morre.
´´O artista como, como o pensador ou o cientista, deve fazer da verdade seu único propósito. Marcado pelas aparências do mundo, o pensador especula pelas idéias, o cientista pelos fatos. O criador fala com autoridade ao senso comum. Proclama intuitos de paz ou os desejos gerados da inquietude, algumas vezes resvala ante preconceitos, não raro tangencia temores e com freqüência se curva aos egoísmos. Mas sempre demanda nossa vontade de acreditar. Em outras palavras, o artista penetra naquela província secreta de tensões e embates. Perquire sobretudo a aptidão de aceitar o maravilhoso, a fábula, o insondável que envolve a vida. Vulnera nosso conceito de piedade, tenta conceituar a beleza. Busca formalizar o sentimento latente de solidariedade que ocorre em toda a criação. P\ra mim esse é o apelo fundamental. A sutil mas invencível convicção de solidariedade, indisponível na solidão dos humanos. Solidariedade nos sonhos, na alegria e nas aspirações, no medo e na ilusão, na esperança. A arte como um liame amparando as criaturas. Os mortos aos vivos, os vivos que virão depois. ´´
Joseph Conrad
Bom ver que retomou o blog. Vou citar um poeta: “ser pessimista é coisa simples, já que as coisas tem uma tendência natural a dar errado, mas ser otimista é algo mais complexo, ainda mais ser otimista sem ser idiota.” Acho que conhece.
E da náusea faz-se a flor e a porra toda.
Abraços e continue!
Falando minha lingua……. boa volta.