Ao amigo Marcos de Sá
Quando se adormece
E ainda assim a dor não passa
E as aspirinas já não curam
E o último bar fechou há alguns minutos
E já se foi a hora de partir dessa vida
E a noite tarda a findar
E o dia demora a nascer
E uns meses foram perdidos no emprego errado
E uns anos foram jogados em um plano fajuto
E se finalmente despertar
Os olhos acesos como faróis
Irão encontrar todo o tempo perdido
Apenas esperando para recomeçar
E ver que isso gira…
É o pessimismo markitiano revisitado. Obrigado, meu amigo.
Isso reflete seu cotidiano meu caro?
Abraço
Muitas vezes sim meu amigo, mas um poema nunca tem um dono de verdade.